Brevidades Lácteas

Jason Hinds vem ao Brasil!

De Londres. Para o Brasil

Diretor de vendas da famosa queijaria inglesa Neal’s Yard, Jason Hinds tem chegada em São Paulo prevista para setembro no Mundial do Queijo do Brasil. É jurado nos três concursos e também quer visitar produtores locais após o Mundial.

Shot de pingo. Gosto de levedura 

O mexicano Carlos Yescas, figurinha internacional queijeira famosa nos Estados Unidos, esteve no começo de junho no Vale do Rio Doce e visitou a queijaria Ribeiro Fiorentini, dos produtores Wagner e Isabela, associados da SerTãoBras. «Ele pediu para provar o pingo, servi e ele virou, igual um shot de cachaça» contou Wagner. «Tem gosto de levedura» disse o gringo. «Agora tem DNA mineiro nas veias,» brincou Wagner.

Paraíba. Dia D volta com tudo

De 22 a 24 de julho a Fazenda Carnaúba, da cidade de Taperoá na Paraíba, faz o seu tradicional evento anual com a presença de produtores do Nordeste e todo Brasil. “O Dia D procura mostrar o lado fértil do nordeste seco, no campo da cultura e da agropecuária.Mostrar animais, produtos, tecnologias, palestras, sonhos, celebrações e sugestões para a vida nas terras onde a certeza da seca e a incerteza das chuvas comandam os destinos de um povo” disse Joaquim Dantas.
Inscrições no site fazendacarnauba.com/diad2021

Vigor. Pezinho no artesanal

Primeiro caso concreto onde a indústria vende queijo caipira: a Vigor lançou a linha Artesanais do Brasil com queijos de duas regiões mineiras – Cerrado e Campo das Vertentes. O do Cerrado é da Granja Leiteira Eudes Braga, no Alto Paranaíba, que transforma cerca de 10 mil litros/dia. O do Campo das Vertentes é Marcondes Moura, da Fazenda Fortaleza, em Prados, de uma família que faz queijo desde 1945. A empresa anunciou lançamento de  materiais informativos visuais sobre o consumo dos queijos artesanais. Ambos são vendidos ao consumidor final por R$ 109,90/kg.

Fraude. Merece denúncia

Apreensão e destruição de queijos geram sempre protestos quando ocorrem… Mas antes de manifestar, melhor ver qual o verdadeiro motivo da ocorrência. Quando se apreende e se destrói queijos bons, de produtores que lutam com dificuldade, um sentimento de justa revolta é bastante compreensível e louvável. 

Quando são apreendidos também queijos com rótulos ou notas falsas, isso não deve ser alvo de protestos, mas de aplausos. Falsificação é crime e também prejudica o produtor.

Minas. Novo secretário

Tomou posse como Secretário Estadual da Agricultura em MG o ex-diretor do IMA Thales Almeida. Tempos melhores para o queijo artesanal se anunciam. Thales tem conhecimento das dificuldades dos produtores e tem toda a competência para ajudar. Desejamos boa sorte!

Repristinação. Leis mineiras

O queijo Meia Cura, mencionado nos artigos 2º e 5º da lei 20.549 do queijo artesanal de Minas Gerais, assinada pelo antigo governador Anastasia, foi extinto na lei 23.157, assinada por Fernando Pimentel, como se não existisse. Basta ir ao mercado central para ver que ele existe, é de leite cru e não custa caro. A nível federal, o meia cura aparece com SIF e tudo no segmento industrial, regulamentado pela IN 74 de 24 de Julho de 2020 MAPA. A  lei 20.549 de 2012 já revogava a lei 14.185 de 2002. Como a lei 20.549 foi revogada pelo Pimentel, a lei anterior, de 2002, voltou a valer. Repristinação é o nome disso em idioma juridiquês. ◼